E aí, nakama! O Kiro tá aqui, e hoje vamos embarcar em uma jornada diferente — daquelas que misturam o encanto dos contos de fadas com um cinismo afiado e uma protagonista que não tem medo de ser… bem, ela mesma.
Estou falando de A Bruxa Errante: A Jornada de Elaina (Majo no Tabitabi), um anime que, nas mãos erradas, poderia ser só mais uma história de fantasia fofa. Mas não é. É um tapa de luva de veludo: delicado na superfície, surpreendentemente pesado no impacto. E hoje, Kiro vai te contar por que essa bruxinha de cabelo cinza é uma das personagens mais fascinantes (e controversas) que já viajaram pelas telas .
ANIME: A bruxa errante: A jornada de elaina
NOME ORIGINAL: Majo no Tabitabi
EPISÓDIOS: 12 (1 Temporada)
GÊNERO: Aventura Aventura, Fantasy
ESTREIA: 2020
ESTÚDIO: C2C
AVALIAÇÃO: ⭐7.56
ONDE ASSISTIR: Crunchyroll (dublado)
Não É Sobre Salvar o Mundo: A Jornada é Dela, e Só Dela
Diferente de Frieren (que carrega o peso de séculos e promessas) ou de Kino (que observa o mundo com neutralidade quase robótica), Elaina é movida por uma força muito mais simples e, ao mesmo tempo, mais egoísta: curiosidade pura .
Ela não é uma heroína. Ela é uma viajante.

Desde pequena, Elaina devorava as histórias de Niké, uma bruxa que percorria terras distantes — sem saber que Niké era, na verdade, o pseudônimo de sua própria mãe . Inspirada, ela estudou, passou no exame de feitiçaria como uma das mais jovens da história e foi rejeitada por diversos mestres, até encontrar Fran, a Bruxa da Poeira Estelar, que enxergou nela algo que os outros não viram .
Aos 15 anos, com o título de “Bruxa Cinzenta”, Elaina pegou sua vassoura e partiu. Sem destino. Sem missão. Sem obrigação de salvar ninguém. E é aí que mora a genialidade — e a polêmica — da obra.
As Cenas Engraçadas: Quando a Bruxa Cinzenta Perde a Linha
Elaina pode ser talentosa, eloquente e visualmente impecável (ela mesma não nega sua própria beleza), mas quando perde a compostura? Ah, nakama, aí o anime entrega joias de comédia .
- O Drama do Pão Caído: Poucas coisas irritam mais Elaina do que ver seu amado pão cair no chão por culpa alheia. Quando um golem gigante, trazido por viajantes do futuro, faz exatamente isso, a fúria silenciosa da bruxa é ao mesmo tempo hilária e um pouco assustadora .
- “Flat-Chest”: Um jovem ladrão, tentando desmerecê-la, comete o erro fatal de chamar Elaina de “peito plano”. A reação dela? Algo “passou pela sua mente” — e pelas entrelinhas, entendemos que o garoto escapou por pouco .
- A Arrogância Inocente: Elaina não se acha apenas talentosa; ela SABE que é. E não hesita em usar isso a seu favor, inclusive fraudando previsões de boa sorte para encher os bolsos quando a grana aperta. O tom é tão natural e sem culpa que você não consegue evitar rir .


São momentos como esses que a tornam humana, distante da imagem de “santa” que muitas protagonistas carregam.
O Lado Sombrio: Quando o Mundo Não É um Conto de Fadas
Agora, nakama, respira fundo. Porque se você entrou em Majo no Tabitabi esperando só fofura, o episódio 3 vai te dar um choque.
O país onde todos dizem a verdade. Soa como um lugar idílico, certo? Não é .
Elaina chega em uma nação onde a honestidade absoluta é lei. As pessoas não conseguem mentir, nem para poupar sentimentos. Ali, Elaina conhece uma princesa chamada Mira, que carrega um fardo silencioso. O desfecho desse arco é um dos mais devastadores e silenciosamente cruéis que você verá em um anime que começou tão leve .


E o mais perturbador? Elaina não fica.
Ela não tenta consertar. Não oferece soluções mágicas. Ela apenas… segue em frente.
“Por favor, não se preocupe. Afinal, sou uma viajante. Devo me apressar.” — Elaina .
Essa frase, que antes parecia um bordão charmoso, se revela um escudo emocional. A crítica que Elaina recebe — e que muitos espectadores apontam — é justamente essa: ela não se envolve . E isso não é um erro de roteiro. É a personalidade dela. Elaina não é fria por maldade; ela é fria por preservação. Em um mundo onde cada cidade guarda uma tragédia diferente, se envolver em todas significaria nunca seguir viagem.
O Dilema de Elaina: Por Que Ela é Tão Controversa?
Se você pesquisar opiniões sobre o anime, vai encontrar duas trincheiras:
| Quem Ama Diz | Quem Crítica Diz |
|---|---|
| “É um realismo brutal disfarçado de fantasia” . | “A protagonista é arrogante e apática” . |
| “A omissão dela é o ponto da história” . | “Ela abandona problemas sérios e isso é frustrante” . |
| “Cada episódio é uma fábula com moral ambígua” . | “O ritmo é inconsistente: sobe e desce sem aviso” . |
E, sinceramente, os dois lados estão certos.
Elaina é uma personagem que não foi feita para ser amada por todos. O autor, Jōgi Shiraishi, foi explícito: não há intenção de romance para ela, nem de torná-la uma heroína clássica . Ela é egoísta. Ela é vaidosa. Ela foge. E é exatamente isso que a torna tão rara no cenário de animes atuais .
Uma Produção que Encanta os Olhos
Não dá para falar de Majo no Tabitabi sem mencionar o trabalho do estúdio C2C. A direção de Toshiyuki Kubooka (conhecido pelos filmes de Berserk) entrega cenários que parecem pinturas, com paletas de cores quentes que contrastam com o tom muitas vezes sombrio das histórias .
A animação das batalhas é fluida, vibrante e estilizada — mesmo que o foco não seja a ação, quando ela acontece, é de tirar o fôlego .
E a trilha sonora, assinada pela AstroNotes, casa perfeitamente com a sensação de estrada, de horizonte aberto e de melancolia contida .
E a “História Mais Profunda de Elaina”?
Se você veio atrás da “Elaine”, calma, talvez seja um pequeno deslize de digitação (acontece com os melhores, nakama!). Mas se a pergunta era sobre a história mais profunda da ELania, a resposta não está em um único episódio — está em toda a obra.
A profundidade de Majo no Tabitabi não está no que Elaina faz. Está no que ela deixa de fazer. Está na solidão da viajante que cruza dezenas de vidas, toca algumas, salva poucas, e jamais olha para trás.

“A verdadeira jornada não é sobre as terras que você visita. É sobre as partes de você que ficam pelo caminho.”
E Elaina, ao contrário do que aparenta, não sai ilesa. Cada vilarejo abandonado, cada promessa não cumprida, cada adeus sem garantia de reencontro — tudo isso fica com ela. A diferença é que a Bruxa Cinzenta não chora na sua frente.
E aí, nakama, preparado para encarar a estrada com Elaina? Você é do time que acha ela fria demais, ou entende que a frieza dela é, na verdade, uma armadura? Qual episódio te quebrou por dentro — o da princesa Mira, o do país da mentira, ou aquele com as flores eternas? 🌸
Conta tudo pra gente nos comentários! E não esquece de marcar aquele amigo que ainda não conhece essa obra-prima silenciosa.
Até a próxima viagem! 🧹✨
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